12 novembro 2010

Brindar é preciso

Colecionemos rolhas de vinho como quem coleciona carimbos no passaporte.

11 novembro 2010

Melhor seria se pior não fosse

Quem não deve nada pra ninguém acaba devendo um pouquinho pra todo mundo.

10 novembro 2010




Querendo entender, clique na foto, ou encoste o nariz na tela.

Meus problemas de consciência eu resolvo recusando a segunda via do débito.

07 novembro 2010

E o tempo que eu gasto inventando desculpas pras coisas que deixo de fazer, quem repõe, quem paga?

06 novembro 2010

Você começa fingindo que não se importa, mas com o tempo acaba conseguindo ignorar o resto da humanidade sinceramente.

05 novembro 2010

04 novembro 2010

Por vezes me parece que o descaso e o desprezo foram os sentimentos mais genuinamente recíprocos que construí para com a humanidade.

03 novembro 2010

Para alguns trambiqueiros endividados, o suicídio é só mais uma forma de calotar seus credores.

02 novembro 2010

A verdade é que a verdade ninguém sabe

Se fosse fácil seria mais simples.

19 outubro 2010

Se não se livrar do que não basta
Você nunca vai descobrir
O que realmente falta.

18 outubro 2010


Nem só de bichos escrotos é feita a fauna urbana.
Um prêmio pra quem descobrir o beija-flor.
Talento não se desenvolve do nada,
Mas se não desenvolver de algum jeito,
Também não chega a lugar nenhum.

16 outubro 2010

Movem os impulsos intenções contraditórias

O problema da mediunidade (ou distúrbio de personalidades múltiplas, como queira), se não devidamente canalizado numa sinergia, formada a partir de uma complexa assembléia de si mesmo (ou devidamente abafado com psicolépticos), impede, na prática, qualquer ambição de tranquilidade, conforto ou harmonia. Parece impossível satisfazer simultaneamente todas as vozes que me orientam.

13 outubro 2010

Vai chegar a hora que não ser tão mal já vai te classificar entre os melhores.

07 outubro 2010

- Já leu todos esses livros? - pergunta o neto ao avô.
- Não. Li só a estante de dicionários. O resto eu tento adivinhar pelo título.

01 outubro 2010

Alma iracunda

Alma carregada de animosidade e ódio.
Índole sinistra furiosa, latência do ardil,
Propensão das explosões de cólera,
Espírito da graça rústica das vilanias.

Alma iracunda, arma engatilhada
Dos que têm coca-cola correndo nas veias,
Que esmagam passarinho, queimam bigode de gato
E se prevalecem pelo imperativo do verbo.

Máquina bélica, de madeira oca e aço,
Cavalo incorporado por aqueles que entregam o irmão,
De sangue nos olhos e sem lágrimas, aos homens

Que chutam bengala de velho cego e cocho
E pelo júbilo do riso, arrastam a mãe
Sem calcinha no chão de caco de vidro.